quinta-feira, 30 de abril de 2009

Assim mesmo

quinta-feira, 30 de abril de 2009
É. Nosso dia-a-dia é corrido, certo? Milhões de informações por segundo são processadas em nossas mentes. Sempre tentando fazer qualquer coisa no menor tempo possível; a isso damos o nome de eficiência, né?

Pois bem. Esse tipo de atitude -- nascida na revolução rural dos feudos da idade média e aprimorada todos os dias pelo capitalismo -- é exatamente uma das principais barreiras contra o bem-estar diário que tanto almejamos. Por estarmos tão ocupados pensando em maneiras de dinamizar nossos afazeres, nos esquecemos de pequenos e prosaicos detalhes que nos alegram.

Sabe aquele sorriso belíssimo de uma pessoa especial que nos faz tão bem? Isso. Deveríamos lembrar-nos dele [do sorriso] sempre que possível, entretanto o corre-corre não permite. E acabamos por deixar que uma lembrança tão simples e agradável se esvaia.

Essa troca do lúdico pelo tátil nos desumaniza constante e progressivamente. Podemos sentir essa robotização na sociedade de várias formas:

  • "As crianças de hoje sofrem mais pressões do que as das gerações anteriores. Elas têm de lidar com muito mais freqüência com a ausência dos pais, que passam a maior parte do dia trabalhando, com as separações - que muitas vezes vêm acompanhadas de agressões verbais ou físicas na frente dos filhos", diz Fabio Barbirato,  coordenador de um projeto de psicologia pediátrica do Hospital da Santa Casa da Misericórdia, no Rio de Janeiro.

  • Havia 78,21 suicídios para cada cem mil habitantes em 1990; em 2004 esse número subiu para 127,9. Isso representa aproximadamente 63% de aumento.


Isso são só alguns extremos numa breve pesquisa que realizei.

Como diria Renato Russo:

"Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância
Esperando por um pouco de afeição"

E, ainda, se seguirmos algo posto na mesma música, talvez essas crises fossem menos recorrentes:

"Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí prá caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz"

Bastaria que déssemos importância às coisas simples da vida, ao que realmente vale à pena.

6 comentários:

Lua

"Sabe aquele sorriso belíssimo de uma pessoa especial que nos faz tão bem? Isso. Deveríamos lembrar-nos dele [do sorriso] sempre que possível, entretanto o corre-corre não permite. E acabamos por deixar que uma lembrança tão simples e agradável se esvaia."
Entendemo-nos!

Igor

Eu dou, eu dou :P

Bea

Wow. É concordo plenamente que estamos sempre mergulhados na correria do dia-a-dia que esquecemos de pequenos detalhes que alegram nossos corações, por mais simples que sejam. Nada como um SMS à 1 da madrugada, ou uma conversa no Messenger pra acalmar e encerrar com chave de ouro aquele dia corrido que você teve.

Mas o sorriso, esse eu não esqueço mesmo... Tá gravado em mim! =X

Lindo texto, Beto =)

"Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorando a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima"

:*

Beto

Poesia perfeita pro tema, Lulu :D:D
;*

May

Ah pequenas coisas são sempre as que mais marcam né?
Depois faço um comentario decente, seu post me deixou pensativa e nostalgica aqui *-*

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