Tantos anos nos separam da falta de controle sobre os instintos dos "homens das cavernas". Por que, então, insistimos em seguir esses impulsos?
Essa é uma pergunta bastante filosófica. Não podemos respondê-la sem antes definirmos alguns fatores como: instinto, racionalidade, cultura e o constante conflito que lhes é peculiar.
Instinto são impulsos inerentes ao ser humano como animal que é. Impulsos esses que só podemos vencer instituindo regras. Numa metáfora, podemos definir instinto como o lado "bárbaro" do homem. E aí tomemos homem no sentido filosófico, definido como ser humano capaz de raciocinar.
Racionalidade é a capacidade que o homem tem de criar cultura. O poder de criação de meios que facilitem sua convivência em sociedade; visando harmonia e ordem para si e para os demais.
Cultura é um conjunto de regras criadas pelo ser humano, através de sua racionalidade, para garantir a socialização com os demais e também a identidade de determinado grupo ante outros [grupos] com mesmo propósito.
A quarta definição já é o tema que pretendo abordar. Esses conflitos são diários e facilmente detectados. Para nós, homens, pode se citar a seguinte situação: uma mulher esteticamente atraente cruza nosso caminho; imediatamente olhamos. Freud disse: "todo homem é um estuprador em potencial". Então o que impede que façamos aquilo que nosso subconsciente manda? A cultura. Apesar de termos um desejo -- muitos chegando até a fantasiar -- há regras pré-estabelecidas que pressupõem punições caso o ato seja consumado. Acredito que aconteça o mesmo [do exemplo] com mulheres, contudo, não posso afirmar, por motivos óbvios.
Numa opinião notadamente pessoal, afirmo que a existência de tantos casos em que o instinto se sobrepõe às regras deve-se principalmente a uma crescente perda de valores familiares. Por serem regras que nos são impostas desde o nascimento, têm uma ligação estreita com a família. A partir do momento em que esses valores são quebrados, essa cultura nos é, de certa forma, negada. Uma pessoa assim acaba por negar à sua progênie os mesmos ascendentes morais e assim por diante; gerando uma teoria do caos baseada em um efeito dominó.
Bom, já falei deveras sobre o assunto e como toda boa discussão filosófica finda sem conclusões contundentes, eu vou ficando por aqui.
terça-feira, 14 de abril de 2009
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11 comentários:
Segundo Freud, todo homem é um homosexual em potêncial.
Então seria a cultura que te impede de dar a bunda? :P
Talvez, talvez... UAEUIAEUIHAE
Vou te usar de cobaia... UIOAEHUIOAEUIOAUIOEHAUIOEHUIOAHEUIOAHEUIOAHE³³³~
LMAO
Deixa eu deixar a minha deixada opinião que deixei aqui expressada.
Blah, ia deixar minha opinião, mais perdi a vontade.
Simplesmente você falou "Coco na Agua , Cai e Afunda."
Eu pessoalmente discordo dessa afirmação. Cocô na água não afunda, cocô na água boia.
:P
Uma discussão bem interessante pro tema abordado :S
Olha só, eu ainda acho que Cocô na água afunda sim, toda vez que efetuo a defecação vai pro fundo da água.
E Sr. Beto, acredito que é uma discussão fundamental para entendermos o princípio básico de toda a estrutura do seu Post.
Daí o porque de eu ter dito ser 'interessante'... :S
Depende da água eu acho... Quando eu cago no mar, o cocô bóia.
Nunca tentei cagar num rio, mas qualquer dia desses eu tento.
ehuaseuase
Ei, andei me informando. O fato do cocô boiar depende de duas coisas: Da densidade da água(água salgada é mais densa que a água doce, logo o cocô tende a boiar mais na água salgada), e do funcionamento do organismo. Caso o cocô afunde, é falta de gordura nas fezes. Caso bói, é excesso de gordura.
:D
Adorei o texto, como sempre, sobrinhooo *-*
E eu IA fazer um comentário dahora, mas fui ler os comentários alheios primeiros e to impressionada como um cocô boiando gerou um debate tão acalorado o.O auhuhaa
E eu IA fazer um comentário dahora, mas fui ler os comentários alheios primeiros e to impressionada como um cocô boiando gerou um debate tão acalorado o.O auhuhaa [2]
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