quarta-feira, 13 de maio de 2009

Falácias

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Estava tendo aula de Filosofia esse mês e me deparei com um assunto que me chamou atenção e durante as aulas comecei a pensar e lembrava do blog =D Estávamos discutindo sobre Falácias, que são nada mais e nada menos que formas de argumentos, mas não são argumentos comuns que usamos no dia-a-dia por exemplo pra convencer alguém de que você está certo ou errado, mas sim aqueles os enganosos que usamos para (utilizando um portugês correto) "enrolar" aos outros, e muitas vezes usamos desse recurso porém nem sabíamos ao menos do que se trata, então resolvi pegar o texto que recebi em sala de aula de autoria do meu professor Ms. Luiz Felippe Matta Ramos.



O profissional competente e o uso dos argumentos.

 

 

 

pelo


 


Prof. Ms. Luiz Felippe Matta Ramos



 

 

 

O exercício da liderança corresponde a uma arte pela qual o líder exercita-se cotidianamente no cumprimento das suas responsabilidades, na procura em manter-se atualizado com a sua profissão e nos desafios em apresentar idéias, saber apresenta-las a um grupo nem sempre favorável ao seu modo de pensar e principalmente saber convencer este grupo das melhores opções ou iniciativas.

Em uma palavra, podemos afirmar que o líder deve ser um profissional que sabe argumentar. Um líder que não sabe argumentar é um líder que não sabe coordenar um grupo. Ora, se o valor da argumentação é tão grande para as organizações contemporâneas, cumpre esclarecermos o que vem a ser um argumento. Vamos então à compreensão deste conceito.

  • Argumento: Do latim argumentum, raciocínio pelo qual se tira uma conseqüência ou dedução. Assunto, tema, enredo que respondem a algumas questões, tais como :


 

O quê ?

Quem ?

Como ?

Quando ?

Onde?

Quanto ?

Para quê ?

Por quê ?

 

 

Todo argumento é o resultado do uso da inteligência que busca sua estrutura de raciocínio em idéias bem delineadas e bem formadas. Foi-se o tempo em que nas empresas o melhor argumento estava baseado no grito ou em conversas emocionais. Sobre este tipo de abordagem é o que veremos no tópico seguinte que trata das falácias ou dos argumentos enganosos.

 

As falácias no mundo do trabalho.

Uma falácia é também um tipo de argumento, uma vez que ela se baseia na utilização de recursos que não são de natureza racional e, portanto intelectual. Na falácia o usuário ou argumentador faz uso de outros instrumentos como por exemplo a emoção, o uso da força ou da autoridade para forçar a pessoas a cumprir o que se espera dela ou acatar um ponto de vista como verdadeiro.

Abaixo apresentamos algumas distinções entre um argumento “verdadeiro” e um argumento “falso” ou falacioso.

Falácia e Argumento: Distinções.

  • Argumento: conjunto de fatos, informações e dados organizados e estruturados sistematicamente sobre um assunto ou tema.

  • Falácia: uso enganoso e mal intencionado de um argumento. Embora seja um argumento lógico, trata-se de um argumento mentiroso, não verdadeiro pois se baseia em outros recursos que não aqueles baseados nos fatos e na razão.


A classificação das mesmas varia de acordo

com a natureza do recurso utilizado. Vejamos quais são.

Classificação.

1.- Ad baculum = apelo à força.

É o apelo daqueles que ameaçam alguém na base do grito: “Ou você faz ou que eu estou mandando ou eu te arrebento e quebro tudo aqui !”. É o tipo de coação moral que força a pessoa a agir baseada no medo da agressão física.

 

2.- Ad hominem pessoal = apelo ao pessoal.

Ataque ao homem. É uma agressividade à moral e à integridade da pessoa. Assim quando alguém não concorda ou não aceita a opinião do outro embora esta esteja correta, a pessoa parte para o ataque com comentários do tipo “quem você pensa que é para vir me dar conselhos ?” É uma falácia muito desrespeitosa.

 

3.- Ad hominem circunstancial = apelo à função ou cargo.

É uma falácia semelhante ao apelo ao pessoal só que se dirige contra o cargo da pessoa. Assim diante do médico que afirma ao seu paciente que fumar é prejudicial à saúde, este para contra ataca-lo afirma: “O senhor me diz isso só porque é médico...” Ora o malefício do ato de fumar independe da profissão ou da circunstância em que esta verdade é dita, daí o seu caráter falacioso.

4.- Ad ignorantiam = apelo à ignorância.

É a famosa desculpa do “Ah! Eu não sabia... ninguém me disse nada...” Ora, o desconhecimento de uma informação não me desobriga ou não me inocenta das responsabilidades do meu cargo se ele exigir de mim o conhecimento dos meus direitos e deveres.

 

5.- Ad misericordiam = apelo ao emocional.

Também se trata de uma falácia muito comum entre os brasileiros e que é identificada como a chantagem sentimental. A namorada para conseguir algum favor do seu namorado apela para vocativos pouco comuns como: “Ah meu amorzinho, faz isso para a sua lindinha... Se você me ama, então faça o que estou te pedindo...” O nosso apaixonado personagem acaba concordando não pela lógica da argumentação mas devido ao apelo da emoção. As crianças são especialistas nessa falácia e conseguem “convencer” pais menos espertos...

6.- Ad vericundiam= apelo à autoridade.

  1. Uma autoridade deve exercer seu poder naquela área do conhecimento em que ela possui competência. Falar de assuntos que não lhe dizem respeito ou que não se tem conhecimento suficiente só porque tem um título ou se é autoridade, defrontamo-nos com este tipo de falácia. Ela ocorreria na situação do jogador Ronaldo – o fenômeno ministrar uma palestra sobre o combate ao analfabetismo no Brasil.


 

7.- Ad populum = apelo ao  popular.

Quem disse que a “voz do povo é a voz de Deus ( vox populi, vox Dei )” ? Ora, a voz do povo ou da maioria representa apenas a voz da maioria e não a voz do acerto ou do correto. O apelo ao popular como ferramenta de persuasão é muito eficiente ao convencer ( ou melhor, obrigar ) as pessoas mas não possui muito de racional. Quem garante que a escolha mais acertada está com a maioria ? Basta verificarmos  quantos políticos foram eleitos com o voto da maioria e os resultados mostrados em seus mandatos...

Finalizando este tópico convidamos o leitor ( a ) a ficar atento ( a ) às falácias do nosso cotidiano. Um bom profissional é alguém que sabe “separar o joio do trigo”.

12 comentários:

Beto

"[...]As crianças são especialistas nessa falácia e conseguem “convencer” pais menos espertos…"
Não concordei com o trecho que separei.
Tenho que admitir, entretanto, que o resto do texto é bem esclarecedor e de um assunto muito recorrente no cotidiano.
Valeu pela esplanação, Deh.

May

Ronaldo não é analfabeto. Qnd eu esquecer esse pedaço eu comento o resto do texto [que é ótimo!]

Sonia

português correto "enRRolar"??? imagine o incorreto kkkk nem li o resto depois disso!!!!

Beto

Bom, ninguém aqui tem obrigação de escrever corretamente. =]

andrebrtocv

hein? O.o

andrebrtocv

se tivesse lido meu primeiro post teria visto que eu escrevi que o português não é meu forte ;) mas já que comentou está arrumado =]
http://letras.terra.com.br/o-teatro-magico/361403/

Sonia

ngm tem obrigação de escrever corretamente, mas logo após citar q era em português correto e errar o português é demais kkkk

May

E se tivesse lido o texto inteiro, saberia que o conteúdo [que é o importante] minimiza os erros de português.
Sinal de que o conteúdo nada importa diante de um portugues incorreto? Compreendi...
;D

Beto

O fato do erro ser conseguinte a uma afirmativa na qual consta a expressão "português correto" não implica, necessariamente, num agravo do mesmo [do erro].
Você deve ter pensado de uma forma morbidamente sarcástica. Isso não ausenta a falta de fundamento lógico pra sua assertiva. :S

Beto

AEHAUIOEHUIOAHEUIOAHEAUIOHUIOAEHAIOHEAUIOHEUIOAHEUIOAHEUIOAHEUIOAEHUIOAEHUIOA
Agora que reparei: Prof. Ms. Luiz Felippe MATTA RAMOS

E quem é que MATTA ARBUSTOS? UIAHEUIAHEUIOHAEUIOHAUIOEHAUIOEHAUIOEIAHEUIOAHEUIOAHEUIOAHEIOUAHEIOAHEIOAHEUIOAHEUIOHEIOUHAUIOEHAUIOEHAUIOEHAUIOEHAUIOEHAUIOEHAUIOEHAUIOHEUIOAHEUIOAHEUIOAHEUIOAHUIOAEHUIOAE
aiai... *barriga doendo muito*

May

Ai essa fase infame do Beto que demora a passar... uu'

UAUHAUHAUHAUHUHA

Beto

Ahhhhh, foi engraçado, vai xD

;*

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